Home Data de criação : 06/11/24 Última atualização : 08/09/12 16:27 / 80 Artigos publicados
 

OS PASTÉIS  escrito em terça 12 fevereiro 2008 02:32

Os pastéis --bastões secos, semelhantes a giz de cera, que criam uma textura anuviada distintiva sobre o papel -- foram usados primeiramente no século 17, mas Roche produziu cores especialmente intensas que em pouco tempo começaram a fazer sucesso com alguns dos artistas mais importantes de sua época.

Degas, um dos fundadores do movimento impressionista, era cliente fiel de Henri Roche, tendo usado seus pastéis em uma série famosa de quadros de bailarinas de balé. Outros artistas que usavam os pastéis de Roche incluíram Alfred Sisley, o simbolista Odilon Redon e Raoul Dufy, seguidor da colorida escola fauvista.

O filho de Henri Roche --também chamado Henri-- ampliou e aprofundou o trabalho de seu pai, e hoje a Roche é uma das últimas empresas que ainda produzem pastéis fabricados à mão, que, considera-se, rendem cores muito mais profundas e fortes que seus equivalente industrializados, mais baratos.

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OS PASTÉIS DE DEGAS  escrito em terça 12 fevereiro 2008 02:28

Loja parisiense esconde segredos das cores pastéis de Degas

PARIS (Reuters) - Escondida ao lado de uma lavanderia num pátio parisiense escuro, a firma que abasteceu o mestre impressionista Edgar Degas com as cores pastéis brilhantes que ele usou em algumas de suas telas mais famosas continua a funcionar.

"La Maison du Pastel", uma loja simples e sem adornos no bairro do Marais, aparentemente não modificada desde a década de 1920, abre apenas nas tardes de quinta-feira, e há pouco em sua fachada que traia sua longa tradição.

Até recentemente, ela foi uma operação quase clandestina cuidada por três irmãs idosas que levavam adiante o trabalho de seu avô, Henri Roche, que assumiu o negócio em 1878. A porta ainda ostenta uma placa metálica gasta com a inscrição "H. Roche."

"Há sete anos, quando comecei a trabalhar aqui, nem sequer havia telefone na loja", disse a parente mais jovem das três irmãs, Isabelle Roche, que aprendeu com elas as técnicas e fórmulas secretas da família antes de assumir a direção da firma, em 2000.

"Elas trabalhavam com um grupo muito pequeno de clientes que abasteciam havia 30 anos, e ninguém sabia realmente da existência da firma."

Químico que frequentava círculos artísticos, Henri Roche começou a desenvolver novos métodos de produzir pastéis depois de trabalhar com um artesão cuja oficina datava do início do século 18.

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RUBEM VALENTIM  escrito em sábado 15 dezembro 2007 15:44

Terça-feira, 11 de dezembro, e saio de casa (ufa! nada de depressão) em direção ao Centro Cultural dos Correios. O performático Anderson Eleotério, com quem estava em falta desde sua exposição no Castelinho do Flamengo, convidou-me para o vernissage de “Projeto Concreto: Rubem Valentim”. Desculpem-me por não colocar uma biografia aqui: basta procurar no Google para se ter várias informações. A exposição, que tem concepção e coordenação geral do Anderson é super bem montada e para ter ares de retrospectiva só ficaram faltando mais objetos.  No entanto, esse detalhe em nada atrapalha. Um dos diversos pontos positivos é a inserção de obras de outros artistas, que estabelecem um diálogo com o principal homenageado. Mais uma vez a montagem foi primorosa, na colocação destas obras de modo tão discreto. Lá estão, dentre outros, Calder e Volpi. Como não poderia faltar, ainda há a possibilidade de agendamento para visitas em grupo, oficinas de arte educação e palestras!

 Não só a organização bem como a direção do Centro Cultural dos Correios acertou em programar esta mostra por um período tão longo, englobando as festas de final de ano e o carnaval. Reserve um bom tempo para percorrer todo o terceiro andar do centro cultural e aproveitar bastante!

 Voltei para casa contente por ter comprado, lá pelos anos 80, uma pequena gravura de Rubem Valentim!

Ah! As fotos são do vernissage. Numa delas, o Coordenador Geral, Anderson Eleotério, e a Diretora do Centro Cultural dos Correios-RJ, Sra. Marcelle Pithon, em foto especial par o Conexão Arte!

 

Exposição de 12 de dezembro de 2007 a 10 de fevereiro de 2008

Terça-feira a domingo, das 12h às 19h

Maiores informações: (21) 9953-0810 ou (21) 2253-1580

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TARSILA EM AZUL E VERMELHO  escrito em terça 04 dezembro 2007 14:44

Mas eu não ia escrever tanto sobre o Museu Nacional de Belas Artes... Tudo isso foi para falar de uma obra que captou meu olhar desde o primeiro dia em que subi os dois lances de escadarias em direção à Galeria de Arte Brasileira: o auto-retrato de Tarsila! Uma tela em vermelho e azul, longo pescoço lembrando Modigliani, lábios bem marcados em contraste com os olhos diluídos, os cabelos presos ressaltando os ângulos do desenho. Hoje, ao saber que o Catálogo Raisonné da artista está em fase de finalização, visitei aquele quadro na memória.

Sem ter participado da mítica exposição da Semana de 22, tornou-se uma das figuras emblemáticas do modernismo brasileiro. Talvez os intelectuais que viram o “Abaporu” (1928) não pudessem prever que aquele quadro fosse alcançar o mais alto valor pago a uma obra de arte brasileira em um leilão de NY. O ano era 1995. Sintomaticamente quem o arrematou é um empresário argentino e hoje a obra está no MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires). Nas palavras do próprio Constantini: “O colecionador havia tentado durante seis meses vendê-lo no Brasil, batendo à porta de museus e de famílias ricas. Ninguém queria. Há dois meses, a própria pessoa que vendeu o Abaporu, um operador do mercado financeiro, me ligou do Brasil querendo comprá-lo de volta. Ele disse que um grupo de empresários brasileiros queria a repatriação do quadro. O Abaporu é a obra mais importante do Brasil e tem um valor cultural e pictórico inestimável. Eu respondi que não. O Abaporu está para o Malba assim como a Mona Lisa está para o Louvre. Muitos brasileiros vêm ao Malba só para ver a pintura.”

Decidi não postar a imagem do "Abaporu". A meu ver ela corre sério perigo de ser banalizada devido à exposição exagerada. Meu sobrinho de sete anos fez dele uma cópia muito boa, sem a entender, estimulado por uma equivocada professora. Será que vai ficar como aquela música que toca demais e depois a gente não consegue escutar? Fica a imagem de Tarsila como ela se via: alegre, colorida, mas com os olhos que não nos fitam.

Site oficial: http://www.tarsiladoamaral.com.br
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MNBA  escrito em terça 04 dezembro 2007 14:04

Quando cheguei ao Rio de Janeiro em 1982 visitava constantemente o Museu Nacional de Belas Artes, naquela esplanada da Cinelândia onde estão também A Biblioteca Nacional, o Teatro Municipal e a Câmara de Vereadores. Cheguei a saber de cor a posição dos quadros e sempre que um deles saía por algum motivo (restauro ou empréstimo) meu amigo Tobias, que naquela época ainda era monitor terceirizado do Museu, explicava-me o paradeiro da obra. O prédio em estilo eclético, projeto do espanhol Adolfo Morales de Los Rios, foi construído entre 1906 e 1908 para sediar a Escola de Artes e Ofícios, passando a abrigar o Museu em 1937. Só muito tempo depois fui saber que a fachada principal foi inspirada na fachada Ocidental do Louvre! Subindo o primeiro lance de escadas está a Galeria de Moldagens, com réplicas em tamanho natural; uma beleza, um ambiente calmo na agitação do Centro do Rio! O acervo de pinturas é fantástico, mas o grande barato do Museu é sua coleção de gravuras, há décadas não expostas. Já faz muito tempo, levado por amigos, tive o prazer de ver exemplares de gravuras japonesas dos mestres que influenciaram os impressionistas. Isso foi só um aperitivo. Como toda instituição cultural no Brasil, o Museu passa por sérias dificuldades financeiras e constantes reformas. Já desanimei de visitá-lo, na maioria das vezes está sempre fechado... Passo pela calçada e vejo tapumes estrangulando o velho senhor. Fica na boca uma amarga nostalgia, mas sempre a esperança de que algo de bom aconteça.

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