Home Data de criação : 06/11/24 Última atualização : 08/09/12 16:27 / 80 Artigos publicados
 

MANFREDO SOUZANETO  escrito em sexta 24 novembro 2006 20:15

            Um trabalho do Manfredo. O texto abaixo encontra-se em http://www.aloisiocravo.com.br/menu_centro_biografia.htm

"MANFREDO DE SOUZANETO (Jacinto, MG, 1947)

Iniciou seus estudos de pintura em 1969, na Escola Guignard, em Belo Horizonte. Partici-pando do 5º Salão de Arte de Belo Horizonte, ganhou o primeiro prêmio, com bolsa de estudo para Paris, onde passou a viver no ano seguinte, freqüentando a escola Lumière e a École Nationale des Beaux-Arts. Nesse período, realiza sua primeira individual, primeiro na França e logo em seguida, no Brasil. Retorna a Paris, com bolsa concedida, dessa vez, pelo governo francês, para o biênio 1978-79, atuando como desenhista. Integrou diversas coletivas, entre elas o Salão Nacional de Artes Plásticas (1974 e 1986) e a Bienal de São Paulo (1975 e 1983), além da importante exposição "Modernidade: Arte Brasileira do Século XX", organizada por Aracy Amaral, para o MAM-SP e o Musée d'art moderne de la ville de Paris (1987/88). Vive e trabalha no Rio de Janeiro."

 

 

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JORGINHO GUINLE  escrito em sexta 24 novembro 2006 20:13

             Um trabalho do Jorginho. O texto abaixo é de Luisa Strina (http://www.touchofclass.com.br/ed_15/main/destaque%20de%20arte.htm) 

"A pintura de Jorge Guinle é uma prova da pintura permanentemente viva. Guinle (1947-1987) surge no fim dos anos 70, no sentido contrário da desmaterialização da arte em voga na década, e influencia o surgimento da Geração 80, tornando-se uma importante ligação entre esses dois períodos da arte brasileira.

Para este artista importava trabalhar com os recursos próprios da pintura, retirando dela um forte poder expressivo. Neste esforço para desenvolver a linguagem pictórica, ele avançou na tradição da pintura brasileira, atualizando o movimento internacional da Transvanguarda, que pregava contundentes efeitos visuais e ênfase no uso da matéria.

Nascido em Nova York, Jorge veio ainda bebê para o Brasil. Depois também morou muito tempo em Paris e nos EUA, antes de fixar-se em definitivo no Brasil. Destas experiências e vivências, trazia em sua bagagem um profundo conhecimento de arte. Muito culto, partilhava em sua vida e aplicava na sua produção as referências que coletava ao longo de seus estudos e viagens.

Me lembro que viajar com ele era participar de verdadeiras aulas de história da arte. Eram viagens incríveis, pois ele conhecia tudo como se fosse sua própria casa e falava com muita propriedade de cada museu, das obras, das histórias.

De imediato, a obra de Guinle surpreende pelas intensas relações cromáticas e pelo dinâmico jogo de áreas coloridas. Sua obra traduz a vibração da vida, perceptível na utilização das cores primárias, que dialogam e contrastam entre si, e na generosidade da convivência entre desiguais grandes e pequenas manchas, que se perdem na indefinição de seus limites. Passagens de cores, recursos gráficos, traços sinuosos, contrastes de luz e sombra imprimem movimentos à tela. Por isso o olhar fica muito tempo extasiado pelas pinceladas rítmicas, pela presença do intenso vermelho e do denso azul e pelos largos gestos que o artista traça na obra.

Guinle usou de toda liberdade no seu fazer artístico, traduzida na matéria pictórica e expressiva e na exigência de um campo amplo, que só cabe numa grande tela.

Compulsivo, varava noites e noites produzindo suas telas, em trabalhos simultâneos que levavam impressos em si todo o vigor e energia do artista. Seu estúdio era seu próprio apartamento no Rio de Janeiro, a própria imagem do caos, com tintas espalhadas por todos os lados. Desde a entrada do prédio até seu apartamento, gotas de tinta se espalhavam pelo chão e mostravam o caminho.

Nas telas, sua pintura expressionista, abstrata, forte e vibrante, destacou-se das demais. Guinle, dentre os de sua geração, é um dos nomes mais importantes e respeitados, servindo de referência e inspiração para tantos outros.

Sua trajetória aconteceu no Brasil em sua totalidade. Aqui ele fixou residência, produziu suas obras e conquistou valor, respeito e admiração. Percorria o mundo visitando feiras e exposições, mas não chegou a alcançar expressão no exterior.

Entre 1985 e 1986 sua pintura se mostrou com mais força. Depois, durante o avanço de sua doença, foi tornando-se cada vez mais suave. Jorge Guinle continuou produzindo até a sua morte.

Uma pessoa brilhante, inteligente e extremamente generosa com seus amigos, que se relacionava muito bem com outros artistas. Observador, não escolhia momento ou lugar para extravasar sua cria-tividade, desenhando sem parar. Se estávamos sentados em um bar, Jorge escolhia as pessoas e as desenhava ou produzia caricaturas. Era sempre uma presença surpreendente e divertida, com comentários pertinentes a respeito de qualquer assunto.

Profundamente ligado a todas as expressões de arte, também gostava de escrever sobre o assunto. Relacionava-se muito bem com os outros artistas de sua época. Entrevistava estes artistas e falava sobre os trabalhos aos quais ele tinha acesso, publicando textos excelentes em jornais e nas revistas especializadas.

Sua produção concentra-se nos últimos sete anos de sua vida. Apesar da curta carreira, interrompida pela sua morte precoce, sua produção foi bastante rica, intensa e expressou um acelerado amadurecimento artístico. Em uma década construiu uma carreira que o tornou referencia para a pintura contemporânea."

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LUISA STRINA é uma das mais conceituadas e bem sucedidas marchands do Brasil. Profunda conhecedora da arte, está sempre envolvida com o assunto, seja à frente de sua Galeria ou presente nas principais feiras de arte do mundo.

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FOTO DO DANIEL SENISE  escrito em sexta 24 novembro 2006 20:11

            Aí do lado uma foto do Senise. O texto abaixo encontra-se em http://www.proartegaleria.com.br/biografia_det.asp?artista=Senise

  
"Daniel Senise Portela, Pintor e gravador( RJ, 1948). Em 1980, ingressou como aluno na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, onde, entre 1986 e 1991, lecion ou no Núcleo de Pintura. Tendo estudado com John Nicholson e Luiz Aquila, participou com mais 120 jovens artistas da exposição Como Vai Você Geração 80? - marco do retorno à pintura como busca de uma identidade e possibilidade de interação com o mundo em contraposição à arte conceitual praticada nos anos 70. Realizou sua primeira exposição individual na Galeria do Centro Empresarial Rio, em 1984, e, no mesmo ano, integrou o Ateliê da Lapa com Angelo Venosa, Luiz Pizarro e João Magalhães. Sua consagração aconteceu em 1985 ao ser apresentado, com outros artistas, na Grande Tela da 18ª Bienal Internacional de São Paulo. No ano seguinte, recebeu medalha de ouro na 1ª Bienal Latino-Americana de Arte sobre Papel. Em 1997, atuou como coordenador das galerias do Centro Cultural Light, no Rio de Janeiro. Possui ateliês no Rio de Janeiro e em Nova York. Em 1998, foi publicado o livro Daniel Senise: ela que não está, pela Cosac & Naify, com textos de Ivo Mesquita, Dawn Ades e Gabriel Pérez-Barreiro, e, em 2002, o livro Daniel Senise The Piano Factory, pela Andrea Jakobsson Estúdio Editorial, com textos de Agnaldo Farias e Alexandre Mello sobre sua produção mais recente."

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CONTINUANDO  escrito em sexta 24 novembro 2006 20:08

 

Eu saía da casas de uma tia, onde morava, dizendo que ia para o colégio e zarpava para o MAM. Assim foi, uma vez a cada semana, por seis meses. Após descer do ônibus na Pça. Tiradentes, cruzava o Lgo. Da Carioca, a Cinelãndia e o Aterro do Flamengo até chegar na sala de janelões altos, bem iluminada, cheia de gente. Sendo o mais novo da turma, logo o "Collares" me adotou como mascote. Anos depois ele me disse que nossa história era bastante parecida (depois conto isso).

                        Algumas vezes outros artistas apareciam para nos visitar. Lembro-me perfeitamente do Jorginho Guinle e do Manfredo Souzaneto. O Collares mostrou um desenho meu para o Jorginho e ele me comparou com os expressionistas alemães. Vou tentar achar esse desenho para postar aqui.

                        As aulas eram muito boas. Cada um desenvolvia seu próprio trabalho a partir de propostas dadas pelo professor. Ele orientava, dava opiniões, a quem já tivesse algo em andamento.

                        Éramos freqüentemente convidados para os vernissages do próprio museu e eu sempre esbarrava com o Daniel Senise, que estudava na sala ao lado.  

                        Identifiquei-me rapidamente com o Collares, por aquelas razões são razões, difíceis de explicar. Eu sorvia todas as histórias que ele me contava, a  amizade dele com o Hélio Oiticica, com o Ascânio, de quando ele foi preso após atirar uma pedra nas vidraças do museu...

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INÍCIO  escrito em sexta 24 novembro 2006 18:09

 

Quando vim para o Rio de Janeiro corria o ano de 1982 e eu tinha 17 anos. Fugia de um horizonte pequeno que me restringia a uma vila residencial de 300 casas em Angra dos Reis. Meu pai trabalhava na Usina Nuclear e morávamos em Praia Brava, especialmente construída para os funcionários da usina. Par um jovem que fazia teatro, acompanhava Caetano e já cometia algumas pinturas, aquela rotina  era sufocante. Escola, praia, casa... e nada mais.

            Levei alguns anos convencendo meus pais de que eu precisava vir para a cidade grande estudar, ter oportunidades. Que nada!! O que eu queria mesmo era me embrenhar em cultura. Via as reportagens pela TV dos shows, exposições, peças, e morria de vontade de presenciar aquilo tudo.

            Bem, depois de muita relutância de papai e mamãe eu fiz prova para o Colégio Pedro II e passei!! Mal cheguei e procurei o Museu de Arte Moderna do RJ. Naquela época ainda existiam os cursos no museu. Tratei de arranjar dinheiro emprestado e me matriculei no curso de desenho do Raymundo Collares. Não sabia quem era ele, não tinha idéia mesmo.

           O quadro aí de cima é dele.

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